Está montando uma clínica ou hospital e precisa saber quais componentes compõem  a central de gases medicinais? Gostaria de saber como é o funcionamento desse sistema? Essa é uma pergunta muito comum dos nossos clientes e esse artigo propõe esclarecer as principais dúvidas

Está interessado em saber mais sobre centrais de gases medicinais? Então leia esse artigo até o fim

Iremos abordar os seguintes temas

Central de gases medicinais: Principais conceitos e componentes

Tipos de armazenamento de gases medicinais

Como dimensiona as centrais de gases medicinais

Conclusão

Central de gases medicinais: Principais conceitos

central de gases medicinais

A central de gases medicinais é importante no gerenciamento de gases em hospitais. Ela garante o fornecimento dos gases medicinais e controlam a pressão e vazão do sistema.

As centrais de gases medicinais devem ser projetadas conforme RD 50 e NBR 12188 da ABNT. As centrais de gases medicinais devem fornecer um suprimento ininterrupto de gás em alta pressão ajustado por reguladores de pressão, fornecendo uma pressão manométrica constante a jusante de 400 kPa ou 700 kPa. Todo o sistema deve ser ‘duplo’, de forma que qualquer falha de um componente funcional não afete a integridade do suprimento de gás medicinal. O coletor deve ser fornecido totalmente montado e testado.

Os coletores automáticos fornecem um suprimento contínuo de gás de duas baterias de cilindros, mudando automaticamente para o lado reserva quando o gás estiver acabando.

Centrais de gases medicinais estão disponíveis para oxigênio, óxido nitroso, nitrogênio, dióxido de carbono e ar comprimido médico. Esses coletores compreendem um painel de comutação automática com monitoramento de alarme e status (opcional), um conjunto de válvula de isolamento e alívio, válvula anti-retorno. 

Cada lado das centrais de gases medicinais devem ser totalmente isoladas por meio de uma válvula esfera de fluxo para trocar o regulador sem interromper o fornecimento. A entrada do regulador do 1ª estágio deve ser protegida do material particulado por um filtro de bronze sinterizado.

As pressões do cilindro e a pressão da tubulação são monitoradas por sensores de pressão no painel de controle digital e podem ser visualizadas remotamente no painel de alarme principal ou no computador central (sistema automatizado). Deve haver um sistema à prova de falhas no caso de falta de energia, para que as válvulas motorizadas se abram e haja continuidade total da pressão de alimentação e vazão. Após a restauração da energia, a unidade retornará ao banco original de cilindros que está sendo usado. 

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Tipos de armazenamento de gases medicinais

A RD 50 define:

Oxigênio

Contêm oxigênio no estado gasoso mantido em alta pressão.Devem ser duas baterias de cilindros sendo um de reserva, que fornecem o gás à rede de distribuição sem interrupção. A capacidade da central deve ser dimensionada de acordo com o fator de utilização previsto e a freqüência do fornecimento, sendo no mínimo igual ao consumo normal de  dois dias, a não ser nos casos de fornecimento comprovado mais freqüente ou mais dilatado.

b) Centrais de suprimento com tanque criogênico:

Contém o oxigênio no estado líquido que é convertido para o estado gasoso através de um sistema vaporizador.Esse tipo de instalação tem uma central de cilindros como reserva para atender a possíveis emergências, com um fornecimento.

c) Usinas concentradoras de oxigênio:

O terceiro sistema é constituído de máquinas acionadas por energia elétrica que obtêm o oxigênio medicinal a no mínimo 92%, a partir do ar atmosférico através de peneiras moleculares, necessitando de um outro tipo de sistema como reserva.

Ar comprimido 

SISTEMAS DE ABASTECIMENTO

São três os tipos de ar comprimido no EAS, que podem ser atendidos de forma descentralizada, através de

equipamentos colocados junto ao ponto de utilização, ou de forma centralizada, através de equipamento central. São

eles:

a) Ar comprimido industrial:

Utilizado para limpeza e acionamento de equipamentos. É gerado por compressor convencional.

b) Ar comprimido medicinal:

Utilizado para fins terapêuticos. Deve ser isento de óleo e de água, desodorizado em filtros especiais e gerado por compressor com selo d’água, de membrana ou de pistão com lubrificação a seco. No caso de utilização de compressores lubrificados a óleo, é necessário um sistema de tratamento para a retirada do óleo e de odores do ar comprimido.

A central de suprimento deve conter no mínimo, um compressor e um suprimento reserva com outro(s) compressor(es), equivalente ao primeiro, ou cilindros.

No caso de central com suprimento reserva de compressor(es), cada compressor deve ter capacidade de 100% do consumo máximo provável com possibilidade de funcionar automaticamente ou manualmente, de forma alternada ou em paralelo, em caso de emergência.Pressupõe, portanto, a existência de suprimento de energia elétrica de emergência. No caso de central de suprimento reserva de cilindros, devem ser instalados, no mínimo, dois cilindros, e seu dimensionamento é função do consumo e freqüência do fornecimento. 

A sucção dos compressores de ar medicinal deve estar localizada do lado de fora da edificação, captando ar

atmosférico livre de qualquer contaminação proveniente de sistemas de exaustão, tais como fornos, motores de combustão, descargas de vácuo hospitalar, remoção de resíduos sólidos, etc. O ponto de captação de ar deve estar localizado a uma distância mínima de 3,0m de qualquer porta, janela, entrada de edificação ou outro ponto de acesso. O ponto de captação de ar deve também, estar localizado a uma distância mínima de 16,0m de qualquer exaustão de ventilação, descarga de bomba de vácuo ou exaustão de banheiro mantendo ainda uma distância de 6,0m acima do solo. A extremidade do local de entrada de ar deve ser protegida por tela e voltada para baixo.

Um dispositivo automático deve ser instalado de forma a evitar o fluxo reverso através dos compressores fora de serviço.

A central de suprimento com compressores de ar deve possuir filtros ou dispositivos de purificação, ou ambos quando necessário, para produzir o ar medicinal com os seguintes limites máximos poluentes toleráveis:

N2: Balanço

– O2: 20,9%

– CO: 5 ppm máximo;

– CO2: 350 ppm máximo;

– SO2: 0,016 ppm máximo;

– NOx: 0,0255 ppm máximo;

– Óleos e partículas sólidas: 0,1 mg/m³;

– Ponto de orvalho: – 40º C, referido a pressão atmosférica.

c) Ar comprimido sintético:

É obtido a partir da mistura de oxigênio (21%) e nitrogênio líquido (79%). Também utilizado para fins terapêuticos como o ar comprimido medicinal.

A central com suprimento especial de mistura para suprimento de ar comprimido sintético deve possuir fontes de

oxigênio e nitrogênio com especificações de pureza compatíveis para uso medicinal.A fonte de oxigênio pode ser a mesma que é utilizada para suprimento de oxigênio medicinal. Deve possuir um suprimento reserva.

O dispositivo especial de mistura deve possuir sistema de análise contínua do ar comprimido sintético produzido, bem como intertravamento com corte automático do suprimento de ar comprimido medicinal para o EAS, quando a especificação do mesmo não for atendida.

O dispositivo especial de mistura deve ser projetado e construído segundo o conceito “fail-safe” (falha segura), de modo que a falha eventual de qualquer dispositivo de controle bloqueie a operação do equipamento, não permitindo que o mesmo forneça o produto (ar comprimido sintético) fora de especificação.

O dispositivo especial de mistura deve operar automaticamente, produzindo ar comprimido sintético com a especificação requerida, em qualquer condição de demanda do EAS.

Óxido Nitroso 

Utilizado em procedimentos anestésicos, o sistema de abastecimento pode ser centralizado ou descentralizado

Como dimensiona as centrais de gases medicinais

Na NBR 12188 possui um quadro de vazão e quantidades de pontos de gases medicinais por unidade, logo deve ser considerado:

Esse tipo de trabalho deve estar previsto no memorial técnico/projeto do sistema e ser elaborado por profissional habilitado

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Conclusão

As centrais de gases medicinais devem ser projetadas e dimensionadas por profissional habilitado, seus componentes citados nesse artigo devem fazer parte do sistema para garantir o bom funcionamento do sistema, segurança dos colaboradores e usuários.

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