Laudo de estanqueidade é um documento importante, que tem por finalidade dar um parecer sobre um teste, cujo objetivo é garantir que não haja vazamento em um sistema ou peça específica. Se pensarmos em um projeto de tubulação para passagem de gás, por exemplo, fica mais fácil entender a sua importância, já que a ocorrência de vazamentos poderia resultar em graves acidentes.

Em suma, o laudo de estanqueidade é exigido em tubulações de gás inflamável para efeito de aprovação do Corpo de Bombeiros. Existem outros sistemas nos quais são feitos testes e emitidos laudos de estanqueidade (exemplo: inspeções em vasos de pressão e caldeiras, tubulações hidráulicas, etc….). Dessa forma, vale observar o que dizem as leis que regulamentam tal questão sobre o seu sistema.

Neste artigo, você encontra as principais definições e o que deve conter nesse laudo, que é de fundamental importância.

Os temas do artigo são:
Definições básicas sobre laudo de estanqueidade.

O que deve conter um laudo de estanqueidade

Laudo de estanqueidade em tubulações de gás natural e glp

Conclusão

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laudo de estanqueidade

Definições básicas sobre laudo de estanqueidade

Antes de mais nada, vamos entender o que significa estanque e qual a real definição do teste.

Por definição estanque significa:

  1. impermeável, que não deixa entrar (ou sair) determinado fluido, vedado.

Antes de mais nada, como exemplo, podemos citar uma tubulação de gás natural ou GLP. Quando fazemos esse teste, o objetivo é garantir que o gás não saia da tubulação por vazamentos. Assim, em vasos de pressão, quando fazemos o teste de estanqueidade, queremos garantir que eles não possuem vazamentos que possam comprometer a segurança dos usuários, etc.

Assim, podemos “linkar” o objetivo do laudo, na prática, com a definição do dicionário. Um sistema aprovado no teste de estanqueidade não tem vazamentos. Os fluídos que circulam por seu interior não se esvaem ao longo do caminho por outras vias desconhecidas.

O Laudo técnico é um documento que:

Mas o que é, afinal, o laudo de estanqueidade?

Primeiramente, o laudo de estanqueidade nada mais é do que a garantia de que não há vazamentos em seu sistema. Trata-se de um documento oficial que comprova que houve um teste, acompanhado por um profissional responsável e habilitado, e que o mesmo sucedeu da forma esperada. Dessa forma, o principal documento do laudo é a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), que vem assinada em nome desse profissional.

Mais que uma medida de segurança, estamos falando de uma exigência legal, já que, em uma fiscalização, o documento certamente será solicitado. Além disso, caso haja um acidente com gás, por exemplo, o responsável pelo empreendimento sofre a penalização cabível, caso toda a documentação (incluindo o laudo de estanqueidade) não esteja em dia.

O que deve conter um laudo de estanqueidade?

Um laudo de estanqueidade não difere muito de outros tipos de documentos técnicos. Os primeiros passos são os mesmos – conhecer seu público, definir os objetivos do relatório técnico, buscar quais recursos (artigos, normas aplicadas, etc) podem ajudá-lo a escrever um bom relatório, e assim por diante.

Obs: Ao pesquisar informações na Internet para criar o seu modelo, lembre-se de que nem tudo o que você encontra na rede vem de fontes confiáveis, portanto, nunca deixe de confirma-las. A melhor maneira é ler artigos técnicos e normas oficiais da  ABNT.

Também é importante que você se atenha a um determinado formato. Cabeçalhos e subtítulos devem ser claros, a fim de facilitar a busca pelas informações necessárias. Considere que eles também ajudam os leitores a entender a ideia principal mais rapidamente. Por fim, não deixe de revisar seu conteúdo

A apresentação do seu laudo é parte importante da perspectiva final do seu trabalho. Então o que você precisa fazer:

Dados técnicos que devem constar no laudo :

Laudo de estanqueidade em tubulações de gás natural e GLP

Em síntese, a norma da ABNT 15526 e 15358 descrevem os procedimentos técnicos para realizar teste de estanqueidade em tubulações de gás lp e natural.

Temos uma artigo que explica passo a passo o procedimento, basta clicar no link abaixo:

>> Teste de estanqueidade em tubulações de gás.- CLIQUE AQUI

Além disso, vale ressaltar que não estamos falando de um processo que serve apenas para tubulações de gás residencial e industrial. Em sistemas de gases medicinais, ele também é necessário. Como se pode ver, sua aplicação pode ser mais ampla do que pensamos. Para saber, basta pensar em todo sistema que trabalha com algum tipo de gás e necessita, portanto, oferecer segurança aos usuários.

 E o que dizem essas normas?

Primeiramente, essas normas que citamos acima se relacionam à segurança obtida através do teste. Para você entender melhor, citamos resumidamente suas premissas.

NBR 15526 – Versa sobre projeto e instalação de redes de distribuição de gases combustíveis. O laudo de estanqueidade também aparece como parte da documentação necessária para um sistema seguro;

NBR 15358 – Estabelece requisitos para instalação de gases em uso não residencial. Nesse caso, também existem as tais exigências legais que você precisa cumprir de qualquer forma.

Embora o laudo de estanqueidade não seja o objeto principal contido nessas normas, ele representa parte importante do que elas estabelecem, visto que é parte fundamental de todo sistema de distribuição de gases. Caso busque algo mais específico sobre o assunto, é interessante considerar a NBR 15571, que versa exclusivamente sobre o teste de estanqueidade. Em suma, nela constam os gases e as metodologias utilizadas para realizar o teste, que tem como principal objetivo identificar possíveis vazamentos.  

Procedimentos necessários para realização do teste

A realização do teste de estanqueidade também precisa seguir a algumas medidas de segurança, já que lida com sistemas que atuam com combustíveis. Por essa razão, é necessário seguir a alguns padrões de procedimentos.

Assim, na área de prova, as válvulas precisam ser ajustadas na posição aberta, para que o fluido esteja presente em toda a extensão a ser testada. Em seguida, é preciso aguardar 15 minutos para que a pressão interior se estabilize. Diante disso, é só ir aumentando a pressão gradativamente, até que ela atinja o esperado para a eficiência do teste. Caso ela diminua durante o processo, pressupõe-se um vazamento, que deve ser localizado e reparado.

Além disso, alguns sistemas, ainda necessitam de uma segunda etapa, que consiste em instalar reguladores de pressão e válvulas de alívio, mantendo os mecanismos de bloqueio abertos. Novamente, a pressão vai sendo aumentada aos poucos e deve-se observar se a mesma não diminui, o que representaria um vazamento. Vale lembrar que, após o teste, é necessário limpar toda a tubulação com gás inerte, antes de coloca-la em uso novamente.

Com que frequência se deve realizar o teste de estanqueidade?

Você precisa inevitavelmente realizar o teste de estanqueidade sempre que instalar uma nova tubulação, antes de colocá-la em uso. Além disso, é importante repeti-lo periodicamente. Para indústrias e estabelecimentos comerciais, o teste deve ser anual. Já em condomínios residenciais, o período máximo é de 5 anos.

Entretanto, de acordo com autoridades locais, esses prazos podem ser abreviados em razão de riscos ambientais ou da própria construção. Além disso, você precisa repetí-lo sempre que houver vazamento, após o reparo do mesmo.

Caso tenha alguma dúvida quanto a essa questão, basta consultar autoridade responsável, ou mesmo a empresa que cuida da manutenção do seu sistema. Aliás, não basta fazer uma boa escolha de profissionais na hora de instalar o sistema. Dessa forma, você vai precisar de alguém para realizar as manutenções periódicas e para assistí-lo caso haja suspeita de algum problema. Se você ainda não tem um sistema, o ideal é contratar alguém que faça o serviço completo, desde a instalação até essas manutenções preventivas, e assistência técnica.

Quem é o profissional responsável pelo teste de estanqueidade

O teste de estanqueidade sempre se realiza por um engenheiro. Contar com uma empresa especializada faz toda a diferença na eficiência e segurança, tanto durante o teste, quanto no funcionamento posterior do sistema. Além disso, a empresa contratada deve ser registrada no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e conter pelo menos um engenheiro responsável em seu quadro de funcionários.

Ao mesmo tempo, levar em conta a experiência no mercado e os cases de sucesso da empresa em questão também são atitudes fundamentais para uma boa escolha. Assim, o importante é escolher uma empresa séria e que conte com pessoal competente. Algumas disponibilizam o currículo de seus colaboradores, o que é ótimo para você ter uma ideia da qualidade do trabalho. Dessa forma, se você precisa da instalação do sistema, o ideal é escolher uma empresa instaladora que também ofereça essa parte de manutenções e testes.

Conclusão

Em síntese, como você pode ver, um relatório técnico não é algo difícil de se elaborar. Assim, você pode escrevê-lo facilmente aderindo a essas dicas, e também é uma boa ideia ler relatórios técnicos de outros autores. A partir da experiência é que será possível construir seu estilo. No entanto, minha principal recomendação é escrever de forma concisa, lembrando sempre que a validade legal dele depende de o profissional responsável ser habilitado para esse tipo de serviço.

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